Papoila
- Ana NM
- 5 de abr. de 2020
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Ela era diferente, como todas as outras são Batia-lhe o vento mas não tocava no chão Dizia a toda a gente, "sou só uma, entre tantas" Mas ela bem sabia que não se referia a plantas Quando estava contente, escrevia ao comprido Já nem se lembrava do último sono bem dormido Quem a visse em silêncio ouvia o ruído dos seus pensamentos Imensos, tão velozes, e os abraços sempre tão lentos Se o sol era intenso, doía-lhe porque queimava Mas nos dias de frio tremia, sozinha e gelada Era papoila sem nome ou pertença, e nem sequer procurada No dia em que eu a encontrei, quis ser fotografada. .
/ escrito para as flores que não são minhas, nem de ninguém.


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